quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Três ângulos, quantas interrogações?
Sim, eu te escolhi.
Guardei num canto o que de meu tu não querias,
encantada por aquelas fantasias que vendias,
rendi-me aos teus encantos,
pausei meu viver por ti.
No teu seio mergulhei,
de olhos fechados,
ouvidos vedados,
sempre mais para o fundo.
E lá, no âmago, acordei.
Enxergando-te por dentro,
vi que no teu piso haviam voçorocas,
as paredes tão rachadas,
quase a ponto de ruir.
E eu, em meio a tantas pausas,
decidi ali morar,
fazer meu pão,
fincar meu lar.
Mil maneiras de fazer uma argamassa
que eu tentava, em vão, usar pra remendar
os abalos que não tinham meu dedo (será?).
Sozinha, não dava. Sozinha, não dá.
Agora, te confesso:
Como todo amante que se cansa de esperar,
Nos braços de outra fui buscar
Um refúgio, um afago, levitar de pensamento,
O sorriso no meu rosto e o dilema, o tormento.
Te afirmo, me recuso!
Não escolho, não excluo,
O sabor de cada uma me vicia.
Me esforço uma monta, juro que dou conta!
Só me deixa aqui, viver a três em harmonia
Guardei num canto o que de meu tu não querias,
encantada por aquelas fantasias que vendias,
rendi-me aos teus encantos,
pausei meu viver por ti.
No teu seio mergulhei,
de olhos fechados,
ouvidos vedados,
sempre mais para o fundo.
E lá, no âmago, acordei.
Enxergando-te por dentro,
vi que no teu piso haviam voçorocas,
as paredes tão rachadas,
quase a ponto de ruir.
E eu, em meio a tantas pausas,
decidi ali morar,
fazer meu pão,
fincar meu lar.
Mil maneiras de fazer uma argamassa
que eu tentava, em vão, usar pra remendar
os abalos que não tinham meu dedo (será?).
Sozinha, não dava. Sozinha, não dá.
Agora, te confesso:
Como todo amante que se cansa de esperar,
Nos braços de outra fui buscar
Um refúgio, um afago, levitar de pensamento,
O sorriso no meu rosto e o dilema, o tormento.
Te afirmo, me recuso!
Não escolho, não excluo,
O sabor de cada uma me vicia.
Me esforço uma monta, juro que dou conta!
Só me deixa aqui, viver a três em harmonia

domingo, 13 de março de 2011
Conselho de além-mar

Marinheiro, cuidado
Que um baú que se mostra
Talvez seja pandora
Te atordoe, inebrie
Te confunda os sentidos
Mas espera
A primeira vista pode ser deveras turva
E esconder o tesouro dos mil mares
Que tanto procuravas
Não só olhos, abre a alma
Captura o que se esconde
Da visão de superfície
Pois a profundeza guarda
Teus louros merecidos
O desejo mais temido
De se realizar
(10/03/2011)
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