domingo, 4 de setembro de 2011

Calma e Tempo



Vem,
Veste as asas que fizemos.
Fecha os olhos,
Deita o corpo nesse abismo,
Que o receio é contra a nossa liberdade,
E a distância se aproxima.

Não teme as amarras, as caixas, as jaulas.
Aqui, elas não existem.
O que há é o sentir, e só.

Então sente
Pele, peso, corpo, boca.
Ah, boca...
Tato, gosto, cheiro...

Deixa esse menino desejo correr solto
Brincar vadio no carinho
Desejo puro, destilado
Querer-bem despretensioso.

Não pensa, nem complica
O convite é simples: viver, enquanto é tempo.

Domingo


1° dia do começo, último dia do fim.
E esse torpor angustiado que o sol posto deixa em mim.
Um não-sei-o-que incômodo, apertado,
Silencioso, arrastado,
Desejo de que vá embora.
Contradigo, em mesma hora:
Que regresse sem demora,
Posto que é ponto do círculo;
Dos 7 dias de ciclo, (já dito)
Princípio e fim.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Feito fumaça


Sai, trôpega e trêmula da minha boca.
Deixa injúria, leva embora outras mil
e me faz assim, leve,
dormente, por um instante,
das aflições desse mundo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Levar de mim

Música nova, meio samba, meio bossa, meu momento quase inteiro


Ah, isso não se faz
Como você pode
Ir embora de repente
E me levar de mim?

Sim, me doei
Dei até o que eu não tinha
De bom grado, de fato
E perdi

Me perdi
Não olhei pro lado no caminho
E agora não sei mais voltar
Nem a trilha que eu seguia
Existe mais

Então, um último favor
Me manda a mim
Por correio ou encomenda
Se lembrar o endereço
Se tiver algum apreço
Por quem eu mereço ser

Bota junto um instrumento
Pr'eu poder abrir picada
Nessa mata escura e densa
Labirinto que cresceu
Num piscar do meu olhar

(21/03/2011
23h59min)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SINESTESIA

Tenho muito carinho por essa música ^_^


Paro no meu pensamento
Vou, respiro fundo o mundo e me deixo desconectar
Pelo inebriante tormento
Que me draga a uma realidade tão caleidoscópica

Onde o ar tem voz bem sussurrada
Sensação de madrugada e gosto de sal
E a alma dança num embalo de balada pop soul
Esse deleite quase musical

Dá pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio...

Rompo meus grilhões de vez
Abraço o talvez e me dou o direito de experimentar
O turbilhão profuso
Que me toma e dispara essa viagem sinestésica

Desfaz barreira espaço-tempo
No intento de aproximar um pouco teu mento do meu
Mesmo que só por um momento interminável
Alucino ser palpável o que aconteceu

Dá pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio

Me fisga de pronto e faz aterrissar
Encaro o teto
Odeio o tic tac do relógio atrasado
Que no tempo certo gira

Se querer é poder, não há como evitar
Eu fecho os olhos
E sigo o som do devaneio doce
Que vicia sem retorno e me faz voltar

Só pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio...

sábado, 9 de abril de 2011

Tanta coisa...


No papel em branco
Grafite não riscado
No olhar perdido
Pensativo, desencontrado
Nessa eterna hesitação
Jazem todos os caminhos
Simultâneos, sem destino
Regados a mel e tanino
De se percorrer sem discorrer
Um transcorrer recorrentemente cíclico
Vicioso