segunda-feira, 13 de junho de 2011
Feito fumaça
Sai, trôpega e trêmula da minha boca.
Deixa injúria, leva embora outras mil
e me faz assim, leve,
dormente, por um instante,
das aflições desse mundo.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Levar de mim
Música nova, meio samba, meio bossa, meu momento quase inteiro
Ah, isso não se faz
Como você pode
Ir embora de repente
E me levar de mim?
Sim, me doei
Dei até o que eu não tinha
De bom grado, de fato
E perdi
Me perdi
Não olhei pro lado no caminho
E agora não sei mais voltar
Nem a trilha que eu seguia
Existe mais
Então, um último favor
Me manda a mim
Por correio ou encomenda
Se lembrar o endereço
Se tiver algum apreço
Por quem eu mereço ser
Bota junto um instrumento
Pr'eu poder abrir picada
Nessa mata escura e densa
Labirinto que cresceu
Num piscar do meu olhar
(21/03/2011
23h59min)
Ah, isso não se faz
Como você pode
Ir embora de repente
E me levar de mim?
Sim, me doei
Dei até o que eu não tinha
De bom grado, de fato
E perdi
Me perdi
Não olhei pro lado no caminho
E agora não sei mais voltar
Nem a trilha que eu seguia
Existe mais
Então, um último favor
Me manda a mim
Por correio ou encomenda
Se lembrar o endereço
Se tiver algum apreço
Por quem eu mereço ser
Bota junto um instrumento
Pr'eu poder abrir picada
Nessa mata escura e densa
Labirinto que cresceu
Num piscar do meu olhar
(21/03/2011
23h59min)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
SINESTESIA
Tenho muito carinho por essa música ^_^
Paro no meu pensamento
Vou, respiro fundo o mundo e me deixo desconectar
Pelo inebriante tormento
Que me draga a uma realidade tão caleidoscópica
Onde o ar tem voz bem sussurrada
Sensação de madrugada e gosto de sal
E a alma dança num embalo de balada pop soul
Esse deleite quase musical
Dá pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio...
Rompo meus grilhões de vez
Abraço o talvez e me dou o direito de experimentar
O turbilhão profuso
Que me toma e dispara essa viagem sinestésica
Desfaz barreira espaço-tempo
No intento de aproximar um pouco teu mento do meu
Mesmo que só por um momento interminável
Alucino ser palpável o que aconteceu
Dá pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio
Me fisga de pronto e faz aterrissar
Encaro o teto
Odeio o tic tac do relógio atrasado
Que no tempo certo gira
Se querer é poder, não há como evitar
Eu fecho os olhos
E sigo o som do devaneio doce
Que vicia sem retorno e me faz voltar
Só pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio...
Paro no meu pensamento
Vou, respiro fundo o mundo e me deixo desconectar
Pelo inebriante tormento
Que me draga a uma realidade tão caleidoscópica
Onde o ar tem voz bem sussurrada
Sensação de madrugada e gosto de sal
E a alma dança num embalo de balada pop soul
Esse deleite quase musical
Dá pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio...
Rompo meus grilhões de vez
Abraço o talvez e me dou o direito de experimentar
O turbilhão profuso
Que me toma e dispara essa viagem sinestésica
Desfaz barreira espaço-tempo
No intento de aproximar um pouco teu mento do meu
Mesmo que só por um momento interminável
Alucino ser palpável o que aconteceu
Dá pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio
Me fisga de pronto e faz aterrissar
Encaro o teto
Odeio o tic tac do relógio atrasado
Que no tempo certo gira
Se querer é poder, não há como evitar
Eu fecho os olhos
E sigo o som do devaneio doce
Que vicia sem retorno e me faz voltar
Só pra ver
O brilho dos teus olhos beijando os lábios meus
O beijo da tua boca colorindo o meu ser
O calor do teu corpo embriagando meu ver
E um arrepio...
sábado, 9 de abril de 2011
Tanta coisa...
No papel em branco
Grafite não riscado
No olhar perdido
Pensativo, desencontrado
Nessa eterna hesitação
Jazem todos os caminhos
Simultâneos, sem destino
Regados a mel e tanino
De se percorrer sem discorrer
Um transcorrer recorrentemente cíclico
Vicioso
quinta-feira, 17 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Três ângulos, quantas interrogações?
Sim, eu te escolhi.
Guardei num canto o que de meu tu não querias,
encantada por aquelas fantasias que vendias,
rendi-me aos teus encantos,
pausei meu viver por ti.
No teu seio mergulhei,
de olhos fechados,
ouvidos vedados,
sempre mais para o fundo.
E lá, no âmago, acordei.
Enxergando-te por dentro,
vi que no teu piso haviam voçorocas,
as paredes tão rachadas,
quase a ponto de ruir.
E eu, em meio a tantas pausas,
decidi ali morar,
fazer meu pão,
fincar meu lar.
Mil maneiras de fazer uma argamassa
que eu tentava, em vão, usar pra remendar
os abalos que não tinham meu dedo (será?).
Sozinha, não dava. Sozinha, não dá.
Agora, te confesso:
Como todo amante que se cansa de esperar,
Nos braços de outra fui buscar
Um refúgio, um afago, levitar de pensamento,
O sorriso no meu rosto e o dilema, o tormento.
Te afirmo, me recuso!
Não escolho, não excluo,
O sabor de cada uma me vicia.
Me esforço uma monta, juro que dou conta!
Só me deixa aqui, viver a três em harmonia
Guardei num canto o que de meu tu não querias,
encantada por aquelas fantasias que vendias,
rendi-me aos teus encantos,
pausei meu viver por ti.
No teu seio mergulhei,
de olhos fechados,
ouvidos vedados,
sempre mais para o fundo.
E lá, no âmago, acordei.
Enxergando-te por dentro,
vi que no teu piso haviam voçorocas,
as paredes tão rachadas,
quase a ponto de ruir.
E eu, em meio a tantas pausas,
decidi ali morar,
fazer meu pão,
fincar meu lar.
Mil maneiras de fazer uma argamassa
que eu tentava, em vão, usar pra remendar
os abalos que não tinham meu dedo (será?).
Sozinha, não dava. Sozinha, não dá.
Agora, te confesso:
Como todo amante que se cansa de esperar,
Nos braços de outra fui buscar
Um refúgio, um afago, levitar de pensamento,
O sorriso no meu rosto e o dilema, o tormento.
Te afirmo, me recuso!
Não escolho, não excluo,
O sabor de cada uma me vicia.
Me esforço uma monta, juro que dou conta!
Só me deixa aqui, viver a três em harmonia
domingo, 13 de março de 2011
Conselho de além-mar

Marinheiro, cuidado
Que um baú que se mostra
Talvez seja pandora
Te atordoe, inebrie
Te confunda os sentidos
Mas espera
A primeira vista pode ser deveras turva
E esconder o tesouro dos mil mares
Que tanto procuravas
Não só olhos, abre a alma
Captura o que se esconde
Da visão de superfície
Pois a profundeza guarda
Teus louros merecidos
O desejo mais temido
De se realizar
(10/03/2011)
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